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Dias is That Damn Good #197 – "The Kliq Legacy"

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Dias is That Damn Good #197 – "The Kliq Legacy"

Mensagem por Dias Ferreira em Sex Ago 22 2014, 23:17

Boas Pessoal!

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Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com mais história na nossa CWO

O clima e ambiente que gira em redor dos atletas e praticantes de pro wrestling é, normalmente, marcado pela intriga, pela inveja e por uma competitividade feroz. Diz, inclusive, um ditado popular que, nesta indústria, se podem fazer grandes amigos ou obter elevado sucesso e rendimentos. Mas, ao longo da história, houve pequenas excepções no que a esta situação diz respeito. Excepções essas em que um pequeno grupo de wrestlers movido por um forte sentimento de amizade e por uma visão comum acerca do business acabariam por deixar a sua marca e revolucionar por completo os conteúdos e concepções da modalidade. A maior de entre todas as excepções ficaria conhecida pelo nome "The Kliq".

Neste sentido, o tema sobre o qual me debruçarei ao longo do presente espaço versará, precisamente, no grupo de backstage que referir anteriormente. Centrar-se-á na sua formação, na importância que os seus membros tiveram para o pro wrestling e no legado que os The Kliq deixaram para as gerações vindouras e própria indústria.

Não percam, por isso, as próximas linhas...

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Como tive oportunidade de descrever na introdução a este texto, a carreira de um wrestler profissional constrói-se através de um caminho bastante irregular, cheio de rasteiras e de grandes limitações e condicionalismos. No pro wrestling o lançamento com sucesso de um novo talento obrigará, sempre, à atribuição de um "spot" que outro lutador, consequentemente, perderá. No mesmo sentido, a consolidação, desenvolvimento e afirmação de um pro wrestler obrigará a que outros seus colegas lhe abram e facilitem o caminho, em detrimento próprio, através do seu "job". Por esta razão, compreensivelmente, acabam por se gerar algumas animosidades entre lutadores na disputa pela melhor posição e "spot" no card das promotoras em que trabalham. Sendo, fácil, portanto, perceber que o ambiente que se vive no backstage é, geralmente, de uma enorme politicagem e loby, falsidade, intriga, inveja e competitividade. Ora, foi, então, em grande medida, no sentido de se protegerem desta situação que um conjunto de jovens wrestlers, já com grande influência e estatuto na WWE dos primeiros anos da década de 90, se juntaram e formaram um pequeno grupo de elite no backstage da companhia de Vince McMahon. Esse grupo era formado por Shawn Michaels, Kevin Nash, Scott Hall, Triple H e Sean Waltman e ficaria conhecido, mais tarde, por "The Kliq". A uní-los tinham, acima de tudo, o facto de serem os melhores amigos na vida real (amizade essa que se foi fortalecendo e reforçando à medida que faziam mais viagens juntos) e de partilharem uma visão comum acerca dos caminhos que a modalidade e indústria necessitavam percorrer para evoluir e retomar o sucesso que tinha alcançado nos anos 80.

Constituído por três main eventers e dois upper carders, devido ao seu posicionamento e forma de actuar, o grupo rapidamente facilitou o desenvolvimento e ascensão dos membros que o integravam e ganhou uma influência de grande relevância junto do processo e rumo criativo que à época se desenrolava na empresa e do próprio Vince McMahon. Escusado será dizer, contudo, que as ideias e planos que o grupo levava a Vince McMahon ajudavam a que os seus membros ocupassem as posições de maior importância na companhia, em detrimento dos demais, e essa situação não caiu bem no seio dos restantes colegas que começaram a olha-los de forma hostil. Foi aliás, no seguimento desta situação que Lex Luger os apelidou de "The Kliq". E esta hostilidade ainda se agravou mais aquando do "Curtain Call – Madison Square Garden Incident", onde o grupo violou, pela primeira vez, de uma forma hostensiva o tão credível e respeitado kayfabe. Para os menos atentos e mais jovens, recordo que este episódio marcou a despedida de Kevin Nash e Scott Hall da WWE rumo à WCW e o incidente deu-se quando, no meio do ringue, Scott Hall e Triple H se juntaram a Shawn Michaels e Kevin Nash (tendo o último acabado de ser vencido pelo HBK) e se abraçaram, desrespeitando a regra nuclear da altura que impedia os babyfaces e os heels de passarem uma imagem que não fosse de tremenda animosidade entre ambos. A partir deste momento, o grupo dividir-se-ia, mas ao contrário do que se poderia pensar, nunca deixou de manter os seus laços de profunda amizade e admiração e, inclusive, de os reforçar.

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Kevin Nash e Scott Hall fariam o seu debut na WCW como "The Outsiders" e, juntamente com Hulk Hogan, fundariam a stable e storyline mais extraordinária e de maior relevância na história da modalidade, os nWo. Inovadora, criativa, completamente diferente do que tinha sido feito até então, moderna e com um carácter bastante real, os nWo revolucionariam o Pro Wrestling e transformariam a WCW na maior de todas as promotoras da indústria, dando um impulso decisivo para a evolução do business e para o alargamento gigantesco da base de fãs e seguidores da modalidade a que se assistiu durante as Monday Night Wars. Por seu turno, Shawn Michaels e Triple H estariam na génese da resposta que a WWE deu à nova programação e conteúdos da sua rival com a Attitude Era, formando os D-Generation-X. Os DX, como ficariam conhecidos, pela sua irreverência, pela falta de filtros, pela loucura e imprevisibilidade, pela sua originalidade e genialidade e, acima de tudo, pelas várias polémicas que causaram (sobretudo devido às conotações sexuais), foram, também eles, extremamente importantes na revolução que a indústria viveu durante a segunda metade dos anos 90 e, especialmente, um trunfo da WWE na rivalidade com a WCW. Sean Waltman ou X-Pac, como preferirem, foi claramente o membro do grupo que menor visibilidade e mediatismo alcançou, no entanto, a sua qualidade e opções de carreira permitiram que pertencesse tanto a uma stable como a outra, merecendo, também por essa razão, um lugar de destaque junto dos seus amigos. Vivia-se, portanto, uma nova época de ouro para a indústria, o número de fãs e seguidores tinha aumentado como nunca antes se vira, os conteúdos e produções tinham a melhor qualidade de sempre e os shows de ambas as promotoras atingiam números e ratings até então inimagináveis...vivia-se um período em que os membros do grupo "The Kliq" dominavam a WWE e a WCW, uma época em que os "The Kliq" dominavam o mundo do pro wrestling na melhor fase da sua história.

O resto da história é bem conhecido de todos...Shawn Michaels (líder do grupo aquando da sua formação) retirar-se-ia forçosamente em 1998 devido a uma grave lesão nas costas e até 2002, aquando do seu regresso aos ringues, teve algumas aparições esporádicas enquanto figura de autoridade. Após 2002, voltou a recuperar grande parte do estatuto que detinha anteriormente, participando de storylines, rivalidades e combates de grande nível, reformando mais uma vez os DX com Triple H e proporcionando espectáculos inigualáveis nas sucessivas Wrestlemanias de que participou. Retirar-se-ia, definitivamente, dos ringues em 2010 (ano em que foi introduzido no Hall of Fame da WWE), continuando, contudo, a desempenhar um papel influente no backstage e rumo criativo da companhia e a fazer aparições esporádicas na sua programação. Kevin Nash, por seu turno, após o encerramento da WCW, voltaria à WWE com os nWo e, posteriormente, envolver-se-ia numa rivalidade com Triple H, antes de voltar a abandonar a companhia e entrar para a TNA. Na TNA desempenhou um papel importante, sobretudo na elevação de alguns jovens talentos da X-Division e na credibilização de Samoa Joe, ao mesmo tempo que conseguiu, com o seu nome e visibilidade, atrair mais algum mediatismo para a promotora. Regressaria, contudo, uma última vez à WWE antes de se retirar, para uma nova rivalidade com o amigo de longa data Triple H. Já Scott Hall que tinha abandonado a WCW ainda antes da mesma encerrar, teve umas esporádicas aparições na ECW e mais tarde viria a juntar-se a Kevin Nash e Hulk Hogan para re-formar os nWo na WWE. A sua vida, contudo, foi sempre envolta de grandes polémicas e os problemas com o alcoolismo precipitaram o declínio prematuro da sua carreira. Desta forma, após algumas passagens pela TNA e do longo e humilhante arrastamento pelo circuito indy, Scott Hall bateu no fundo do poço...de um lugar de onde só bem recentemente saiu com a ajuda do DDP Yoga e de onde todos queremos acreditar conseguirá manter-se afastado ao mesmo tempo que ajuda o seu filho Cody a dar os primeiros passos na modalidade. Foi, ainda, introduzido na última edição do WWE Hall Of Fame. Triple H, por sua vez, agarrou com unhas e dentes o spot deixado vago por Shawn Michaels na liderança dos DX e lançou a sua carreira de forma considerável...venceu múltiplos títulos mundiais, esteve nas storylines mais preponderantes da modalidade, casou com Stephanie e entrou para a família McMahon, estabeleceu-se como a cara da companhia após os abandonos de Steve Austin e The Rock, e, actualmente, é o COO da empresa, acumulando diversas responsabilidades administrativas com os papeis de autoridade e wrestler ocasional na programação da WWE. Como executivo, a sua realização mais importante e vistosa até ao momento prende-se com a criação e construção do WWE Performence Center. Por último, Sean Waltman por viver uma vida algo semelhante à de Scott Hall (embora excedendo-se muito menos), também acabou por viver um declínio na sua carreira algo prematuro, com várias passagens pela TNA e pelo circuito independente até se ter retirado e assumido um papel de agente e treinador na WWE.

O legado que o grupo "The Kliq" nos deixa é, portanto, o de uma amizade que resistiu às transformações e dificuldades a que a carreira de um pro wrestler estão sujeitas. O exemplo de um grupo de elite com wrestlers do mais alto nível e qualidade que, unido, conseguiu proteger-se e ajudar os seus membros a atingir os patamares mais elevados da modalidade. A história de um grupo de personalidades que desencadeou e participou directamente na revolução da modalidade e indústria e a levou para níveis jamais imagináveis. O retrato de carreiras que, perto do seu final, se reencontram no Hall Of Fame e no respeito que toda a indústria e seus agentes demonstram e reconhecem pelo grupo mais influente e preponderante alguma vez constituído na história da modalidade.

E vocês, o que têm a dizer sobre o legado deixado pelo grupo "The Kliq"?!

Um Abraço,
Dias Ferreira


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Re: Dias is That Damn Good #197 – "The Kliq Legacy"

Mensagem por Superfly em Sex Ago 22 2014, 23:22

Kliq <3
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Re: Dias is That Damn Good #197 – "The Kliq Legacy"

Mensagem por Dias Ferreira em Ter Set 02 2014, 13:57

André Teixeira escreveu:Kliq <3

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Re: Dias is That Damn Good #197 – "The Kliq Legacy"

Mensagem por Superfly em Ter Set 02 2014, 13:57

Dias Ferreira escreveu:
André Teixeira escreveu:Kliq <3


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Re: Dias is That Damn Good #197 – "The Kliq Legacy"

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