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Dias is That Damn Good #198 – "Análise S.W.O.T. - Global Force Wrestling"

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Dias is That Damn Good #198 – "Análise S.W.O.T. - Global Force Wrestling"

Mensagem por Dias Ferreira em Sex Ago 22 2014, 23:28

Boas Pessoal!

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Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com mais história na nossa CWO

Recentemente, Jeff Jarrett lançou um novo projecto/promotora de pro wrestling a que chamou de Global Force Wrestling (GFW). A respeito da mesma, sabemos que Hermie Sadler, a 25/7 Productions e David Broome (criador do The Biggest Loser) são seus parceiros estratégicos e, ainda, que a recém-criada companhia já estabeleceu outras parcerias com diferentes empresas da indústria como a AAA (do México), a IGF e a NJPW (do Japão), a Wrestling Professionals (da África do Sul), e outras pequenas organizações do circuíto europeu, com vista à troca de talentos e partilha de conhecimentos. Por outro lado, sabemos, também, que Jeff Jarrett anda em digressão pelos diversos países e territórios onde a modalidade é parte integrante da cultura dos seus habitantes, no sentido de promover o seu novo projecto e de encontrar novas talentos para constituir o seu roster/plantel. Por último, já é do conhecimento público que existem negociações em curso tendo em vista o estabelecimento de um acordo com uma estação de televisão que possa transmitir os conteúdos, programação e espectáculos da companhia.

Deste modo, por se tratar de um novo actor no terreno com alguma capacidade para "agitar as àguas", pela força de alguns dos seus parceiros e pelo eventual buzz e interesse que toda esta situação está a criar em redor do business, e a sugestão do visitante/seguidor do Wrestling Notícias e da coluna "Dias is That Damn Good" King of Kings, será este tema e assunto o central da análise S.W.O.T. que agora vos apresento.

Não percam, portanto, as próximas linhas...

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Pontos Fortes e Oportunidades:

A Notoriedade de Jeff Jarrett e dos seus Parceiros

- Apesar de se ter afirmado sempre como um main eventer de 2ª linha e nunca como um top guy, a verdade é que Jeff Jarrett conseguiu destacar-se com distinção nas suas passagens pela WWE e WCW. Por outro lado, quando iniciou o processo que daria origem à criação da TNA e se manteve na gestão da mesma durante um largo período (quer como wrestler, quer como administrador), Jarrett acumulou a todo o prestígio, visibilidade e mediatismo que trazia das anteriores promotoras onde tinha trabalhado, todas as experiências, conhecimentos e capacidades que a construção e gestão de uma companhia de pro wrestling acarretam. Situação essa que, certamente, lhe permitiu estar em permanente contacto com diversas personalidades e organizações no sentido de estabelecer acordos comerciais e parcerias que ajudassem no financiamento, dinamização e disseminação da TNA. Agora, que inicia um novo projecto, as parcerias já assinadas e acordadas são um reflexo do que acabei de referir. No mesmo sentido, estes novos parceiros, sobretudo no que concerne à 25/7 Productions e a David Broome, podem desempenhar um papel importantíssimo no estabelecimento e consolidação da GFW e, especialmente, constituirem-se como actores-chave no processo de negociação de um acordo de televisão para a companhia. Por outro lado, as relações que Jeff estabeleceu, ao longo dos anos, com os mais diversos wrestlers e personalidades do business colocam-o numa posição até certo ponto confortável no sentido de atrair e convencer alguns nomes a integrar a sua nova Global Force Wrestling.

A Possibilidade de Realizar um Acordo com uma Estação de TV

- Para o bem e para o mal, a verdade é que o pro wrestling evoluiu para um estádio de desenvolvimento onde a televisão desempenha uma função fundamental. Sem ela a capacidade de divulgar as promotoras, os seus produtos, os seus conteúdos e os seus wrestlers torna-se quase impossível ou, pelo menos, uma tarefa hercúlea. É a televisão e os programas/shows que passam na mesma que dão a conhecer as companhias e tudo quanto as envolve, é a televisão que permite aos telespectadores acompanhar os desenvolvimentos e storylines decorrentes da programação de qualquer empresa do ramo e aumentar o seu número de seguidores. Em último caso, é, também, a televisão que permite a obtenção de patrocínios relevantes e, por consequência, verdadeiramente capazes de proporcionar um indispensável retorno financeiro. Portanto, sem um acordo de televisão que exponha e dissemine a GFW, o crescimento e própria sustentabilidade do projecto podem estar em causa. E é por isso que se torna extremamente importante que as faladas negociações entre Jeff Jarrett e algumas estações de televisão para a criação de um programa da GFW cheguem a bom porto. De qualquer modo, as informações que nos têm chegado através dos dirt sheets são positivas e permitem-nos encarar com optimismo esta situação...não se sabendo, contudo, se a GFW irá partir, prontamente, para um programa clássico ao estilo do RAW, SmackDown e iMPACT Wrestling, ou se, primeiramente, prosseguirá pela via da realização de um reality show ao estilo WWE Tough Enough. Em qualquer dos casos, o importante é que se verifiquem desenvolvimentos no sentido de garantir um acordo de tv e, ao que tudo indica, o actual contexto é favorável a que ele se estabeleça.

A Capacidade e Dimensão do Projecto

- Ora bem, pelas duas grandes razões (pontos fortes e oportunidades) que referi anteriormente, facilmente compreendemos que estamos perante um projecto com consideráveis capacidades e dimensão. Capacidades que advêm do prestígio de Jeff Jarrett e dos seus novos parceiros, assim como do potencial investimento e financiamento que ambos podem conseguir avolumar. E dimensão porque todas essas capacidades acrescidas de um programa de televisão e dos acordos estabelecidos com outras promotoras de dimensão mundial para a partilha de talentos, permitirão construir e estruturar uma organização com alicerces bastante superiores aos que suportam grande parte das companhias em solo norte-americano (à excepção da WWE e da TNA). Consequentemente, o contexto que está na base da criação da Global Force Wrestling e que envolve todo o processo da sua institucionalização permitirá, por outro lado, exercer uma atracção muito maior sobre os múltiplos wrestlers e personalidades do business e competir, à partida, com armas bastante mais apetrechadas se comparadas com aquelas que as promotoras indy utilizam.

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Pontes Fracos e Ameaças:

O Monopólio da WWE e a Forte Concorrência da TNA

- O primeiro grande entrave que qualquer promotora de pro wrestling, nova ou existente, enfrenta prende-se, de facto, com o monopólio instituído pela WWE. A capacidade e dimensão da empresa de Vince McMahon não permite sequer a existência de uma concorrência séria e essa situação reflecte-se, especialmente, na disputa contratual pelos mais diversos wrestlers e agentes da modalidade, assim como pelos diferentes patrocínios, acordos comerciais e de televisão, e na requisição de arenas/pavilhões. Consequentemente, este contexto cria, naturalmente, algum pessimismo, sobretudo, nas cadeias de televisão que sabem não ser possível, à partida, competir com os números e ratings de uma super WWE. Por outro lado, e ainda que a GFW tenha fortes possibilidades de se consolidar, rapidamente, como a terceira grande companhia do ramo em solo norte-americano, a verdade é que terá de enfrentar uma feroz concorrência por parte da TNA. Como sabemos, ambas as companhias já não podem ser categorizadas como indy promotions, mas ainda estão a meio-caminho no que se refere a um estatuto de main stream. Por consequência, elas irão disputar os mesmos mercados, as mesmas arenas e pavilhões, os mesmos wrestlers e workers, os mesmos patrocínios e acordos comerciais, etc. E, neste ponto, a TNA, por já levar 12 anos de existência, por já ter conseguido consolidar uma base de fãs e seguidores, por já ter construído de alguma forma o seu público, por já se encontrar estruturada e institucionalizada e por já ter o seu plantel/roster formado, compreensivelmente, leva uma boa vantagem num possível confronto directo com a recém-criada GFW.

Os Wrestlers e Freelancers Disponíveis

- Outra tarefa que não se adivinha nada fácil está relacionada com a formação de um primeiro plantel/roster. Como sabemos, os wrestlers da WWE têm uma clausula de exclusividade nos seus contratos e o mesmo sucede com os lutadores de maior renome e visibilidade ligados contratualmente à TNA. Deste modo, restará à GFW uma prospecção exaustiva pelo circuito independente (a juntar aos acordos internacionais de partilha de talentos que assinou) como alternativa para fazer face à necessidade de formar o seu core e núcleo duro de talentos. Ora, esta situação, obrigará a um esforço muito maior e redobrado por parte de Jeff Jarrett e da sua equipa, uma vez que a notoriedade e estádio de desenvolvimento dos wrestlers do circuito independente se revela ainda bastante precária e, qualquer um dos eles, precisa, fortemente, de aprender a trabalhar para a televisão e plateias mais exigentes, assim como de evoluir rapidamente nas suas mais diversas capacidades. Por outro lado, há algumas lendas e personalidades históricas da modalidade que, presentemente, não possuem qualquer vínculo contratual (como Mick Foley, Jim Ross, Vince Russo, entre muitos outros), possibilitando, portanto, uma vez que haja acordo, a sua participação e contributo no lançamento do novo projecto. Mas o desafio, sobretudo, de constituir um roster com visibilidade e notoriedade suficientes para captar a atenção de um núcleo aceitável de seguidores prevê-se algo complicado.

A Visão que Jeff Jarrett tem da Modalidade

- Por último, a visão que conhecemos a Jeff Jarrett sobre a modalidade pode constituir, na minha opinião, um ponto fraco ou, pelo menos, uma ameaça à qualidade do novo projecto. É óbvio que esta situação congrega uma questão de estilos e de preferências, sendo por isso subjectiva, mas a julgar por aquilo que foi a irregularidade do storytelling e do planeamento na TNA enquanto Jeff foi o seu principal responsável, não deixa antever, a meu ver, algo de muito positivo a este respeito. Como sabemos Jeff foi muito influenciado pelo estilo praticado na ex-promotora do seu pai Jerry e, por isso, a sua concepção do business revela muitas características desse southern wrestling style. Por outro lado, nunca conseguiu, na TNA, montar uma estratégia que permitisse a criação de grandes estrelas da própria companhia e manter as suas storylines "limpas" e fáceis de acompanhar, recorrendo de uma forma exagerada aos heel e face turns, ás interrupções e interferências em combates, a finishers completamente carentes de lógica e, sobretudo, a algumas ideias altamente ridículas proporcionadas por uma vontade desmesurada de marcar a diferença, sem compreender onde ela deveria verdadeiramente materializar-se. Portanto, neste capítulo, se Jeff Jarrett não conseguir reunir à sua volta um conjunto de pessoas realmente capazes e conhecedoras da modalidade, dos seus conteúdos e de uma forma de produção moderna, temo que, enquanto centro único de decisão, as coisas possam não vir a correr pelo melhor...pelo menos, no que toca às expectativas que, pessoalmente, tenho a respeito da Global Force Wrestling.

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Conclusões:

No actual contexto em que a modalidade vive e a indústria e business se encontram, será, certamente, positiva a possibilidade de aparecer, em força, um novo player com capacidade para agitar as coisas. No entanto, e porque a criação deste novo projecto é ainda bastante recente e o mesmo se encontra em desenvolvimento numa fase bastante embrionária, a falta de informação e conhecimento a respeito da Global Force Wrestling é uma realidade inquestionável. Contudo, conhecendo a pessoa por detrás do projecto, os seus parceiros e os acordos já assinados com outras companhias do ramo, podemos especular um pouco acerca dos desafios que a mesma terá de enfrentar e quais as grandes oportunidades e ameaças que se lhe colocam. Neste sentido, sabemos que a notoriedade de Jeff Jarrett e dos seus parceiros, assim como a possibilidade de chegar a acordo com uma estação de televisão que transmita os multiplos conteúdos da promotora e a possível capacidade e dimensão do projecto constituem-se, muito provavelmente, como os seus pontos mais fortes. Por outro lado e a contrastar com o que acabei de referir, somos obrigados a reconhecer que as limitações e condicionamentos provocados pelo monopólio da WWE, assim como pela forte e feroz concorrência que será oferecida pela TNA, a dificuldade de formar, de entre os wrestlers e freelancers disponíveis, um roster credível e com alguma notoriedade e, por último, a visão um pouco sulista e algo anárquica de Jeff, surgem como as grandes ameaças à GFW e seus principais pontos fracos.

E vocês, o que pensam do novo projecto de Jeff Jarrett?!

Um Abraço,
Dias Ferreira


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Dias Ferreira
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