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[Entrevista] Angelico - "Too far to do a thing" until he does

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[Entrevista] Angelico - "Too far to do a thing" until he does

Mensagem por Moore em Dom Dez 24 2017, 18:11


Com o recente anúncio de que Angelico virá viver para a Europa, mais propriamente para bem perto de Portugal (Barcelona, Espanha), achei que nenhuma altura seria tão pertinente para realizar esta entrevista como agora.
Angelico "saltou" (pun kind of intended) à vista com a sua participação na Lucha Underground e na AAA como trio juntamente com Ivelisse e Son of Havoc e, enquanto membro dos Gueros del Cielo,
com Jack Evans. Nomeadamente, os saltos de alto risco que este protagonizou na empresa da El Rey Network deram-lhe fama e projecção para se tornar um dos nomes mais procurados do wrestling independente norte-americano e, posteriormente, europeu.



entrevista completa:

Moore – Muito obrigado por te disponibilizares a responder a umas perguntas para os teus fãs portugueses.
Angelico – Obrigado eu. Não me importo nada com isso. Apenas não faças questões muito complicadas!

1. Primeiro que tudo, uma questão simples: quando começaste a sentir paixão pelo mundo do pro wrestling?
Angelico – Apaixonei-me pelo mundo do wrestling logo quando fui ao meu primeiro live event da WWF, na África do Sul. Tinha uns 6 anos, se me lembro bem.

2. Pelo que sei, começaste a tua carreira na África do Sul. Na Europa, depois, conheceste o Último Dragón, que te ajudou no teu treino e te levou para o México para trabalhares na sua Toryumon. Qual é a importância do Último para ti?
Angelico – O Último teve uma grande influência. Como disseste, convidou-me para trabalhar na Toryumon e treinar no dojo dele. Se assim não fosse, não sei como poderia ter chegado ao México. Para além disso, acho que ele me ensinou mais lições de vida do que lições no wrestling. O Último é um homem de negócios, cheio de sucesso e foi com ele que aprendi a comportar-me em várias ocasiões, numa cultura que não era a minha. Para a minha carreira, posso dizer que ele me deu uma espécie de modelo para ter sucesso.

3. Se não houvesse essa conexão entre ti e o Último, seria impossível para nós e para o México conhecer-te como uma estrela de lucha libre? Ou já planeavas antes trabalhar no México?
Angelico – Eu sempre quis treinar no mundo da lucha libre. Portanto, haveria de arranjar uma maneira de viajar para o México. Mas como disse na questão anterior, admito que assim foi mais simples.

4. Na AAA foi onde ganhaste exposição a um maior nível. Na altura, foi um grande passo para ti começar a lutar pela AAA e, consequentemente, tornares-te uma parte importante da sua tag division (com Jack Evans). Sentiste uma pressão extra nessa altura?
Angelico – Claro. Naquela altura, a AAA foi um grande passo. Tinha shows televisivos. É muito diferente do típico show independente mexicano. Portanto, claro, havia mais pressão mas encarei isso de forma natural. Era normal sentir essa pressão, estava a um nível mais exigente.


5. Começou em 2014: Lucha Underground. É justo afirmar que a LU foi a plataforma para a tua exposição mundial, bem como para a exposição da própria lucha libre nos EUA e globalmente. Porque é que achas que o produto da Lucha Underground foi aceite de forma tão fácil e fez as pessoas gostarem do estilo?
Angelico – A Lucha Underground apresentou a lucha libre numa forma cinemática e muito moderna que nunca tinha sido vista antes. Captou tão bem a atenção das pessoas porque o seu produto é apresentado como um show de pro wrestling inserido num contexto televisivo – como uma série.

6. Lá o teu highlight foi a história com o Son of Havoc e com a Ivelisse. Tornaram-se campeões de Trios. A história de “aliança improvável” foi um sucesso e acabaram por se tornar um dos “talking points” do show e da cena independente na altura, apesar de nunca terem trabalhado juntos. Alguma vez pensaste que corresse tão bem?
Angelico – Admito que não. Nunca pensei que resultasse tão bem. Mas também nunca duvidei do sucesso da história. Foi apenas uma coisa que aconteceu e foi planeada no sítio certo à altura certa e acabou por resultar. Trabalhar com ambos como parceiros foi uma grande experiência. Por vezes difícil, mas muitas vezes super divertida.


7. Nessa história, foste protagonista de alguns dos momentos mais impressionantes de sempre na Lucha Underground. Nunca te sentiste em perigo a realizar spots desse género? Qual a preparação necessária para os dois spots “roof-to-ring” em específico?
Angelico – Nunca me senti verdadeiramente em perigo. Senti-me nervoso. Isso sim, porque estava a testar os meus limites físicos. Mas ao mesmo tempo estava confiante nesses limites. Se se pode dizer que tenho um atributo específico que possa sobrepor-se aos outros é o de saltar a grande altura e longe de forma natural. Treino para melhorar isso, mas também noto que sempre foi uma habilidade natural minha.

8. Ainda no campo do alto risco: alguma vez consideraste ou tens nos teus planos trabalhar um deathmatch? Qual é a tua opinião no que toca a esse tipo de wrestling?
Angelico – Nunca farei um deathmatch. Não tenho qualquer tipo de problema com quem trabalha em deathmatches e gosto de os ver – é interessante quando é bem feito – mas não é para mim.


9. De volta à AAA: alguns wrestlers têm tido problemas com a empresa num passado recente (últimos dois anos) – Konnan, Johnny Mundo, Rey Mysterio, por exemplo. Até o Jack Evans disse à Solo Wrestling (2016) que a saída do Konnan criou uma divisão no balneário. Da tua experiência, pessoalmente, tiveste algum problema com a AAA? Sentiste algum efeito de uma eventual divisão no balneário?
Angelico – Tive os meus momentos de frustração com a AAA, naturalmente. Mas acho que esses momentos são comuns a qualquer wrestler ambicioso em qualquer empresa: tens sempre de ambicionar algo melhor. Mas não posso dizer que tenha sentido alguma divisão de balneário em qualquer altura. E garanto que é um balneário com um bom clima.

10. Agora estás a mudar-te para Barcelona, Espanha. Qual é a razão para essa decisão?
Angelico – É pessoal. Os meus pais vivem lá, numa terra perto de Barcelona, que eu conheço desde os 12 anos. Adoro lá estar e mal posso esperar, honestamente, para lá viver.


11. Já passaste a maioria de 2017 a trabalhar na Europa (Reino Unido/Alemanha/Suiça). Planeias agora trabalhar sobretudo no cenário britânico e na wXw ou tens o objetivo de trabalhar em mais países? Portugal está na tua checklist?
Angelico – Uma das minhas partes favoritas de ser wrestler é a aventura que lhe é associada, as viagens. Portanto, quero trabalhar no maior número de países e de companhias europeias possíveis. E sim, tenho de ir a Portugal. Vou estar demasiado perto para não ir a Portugal.

12. O facto de seres um wrestler influencia a tua opinião enquanto fã de wrestling?
Angelico – Isso nunca mudou para mim. Continuo a apreciar o wrestling enquanto fã da mesma maneira que fazia quando ainda era “só um fã”.

13. Quais são as tuas melhores amizades no mundo do wrestling?
Angelico – Tenho muitos grandes amigos no wrestling agora, muitos tornaram-se amigos muito próximos nos últimos anos. Mais do que nunca diria. Mas talvez essa “distinção” esteja entre, sei lá, Jack Evans, Australian Suicide, Matt Cross e Ricochet.

14. Que wrestler, do passado ou do presente, escolherias para um “dream match”?
Angelico – Questão complicada. Eu adoro o lado divertido do wrestling, portanto gostaria de trabalhar com o Jack Evans one-on-one. Drunken Master 2!

Moore – Tenho de novo de agradecer a tua disponibilidade e desejar-te a melhor sorte possível para a tua carreira.
Angelico – Sem problema. Gosto sempre que o pessoal perceba que não somos [wrestlers] tão diferentes assim dos fãs. Obrigado!
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Re: [Entrevista] Angelico - "Too far to do a thing" until he does

Mensagem por Ribeiro em Dom Dez 24 2017, 18:13

QUE MUSICA DE merd*!!
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Re: [Entrevista] Angelico - "Too far to do a thing" until he does

Mensagem por Moore em Dom Dez 24 2017, 18:19

Diabo escreveu:QUE MUSICA DE merd*!!

Sou honesto. Vi o vídeo sem som, porque tenho gente ao pé e estou lazy enough para ir buscar os fones.

Agora comenta é a entrevista e o grafismo!
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Re: [Entrevista] Angelico - "Too far to do a thing" until he does

Mensagem por Renato em Dom Dez 24 2017, 18:32

Bom trabalho Moore
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Re: [Entrevista] Angelico - "Too far to do a thing" until he does

Mensagem por Ribeiro em Dom Dez 24 2017, 18:36

Ok, gostei - acho que tirando a entrevista com o Nick Sick Mondo esta foi a tua entrevista que mais gostei. Só tenho pena que não tenhas desenvolvido certas coisas, após certas respostas - se bem que depois a conversa poderia ter ficado demasiado longo. Nomeadamente a importância do Ultimo Dragon a vida dele, como foi o choque da mudançã AdS -> Mexico e como Dragon o ajudou, perguntar-lhe aquilo que conhece realmente da cena portuguesa.

Mas foi girinho. Tá cool, já tinha saudades destas tuas entrevistas
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Re: [Entrevista] Angelico - "Too far to do a thing" until he does

Mensagem por Moore em Dom Dez 24 2017, 18:39

A cena é que envio a entrevista tipo formulário. Acho que seria chato para ele estar a responder a updates. Se fosse em tempo real, yah, se calhar fazia isso mais.

Só tive oportunidade de fazer isso uma vez - o Jimmy Havoc em 2015 quando era semi-deus na Progress aceitou uma entrevista por skype. Depois não deu para ir adiante.
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Re: [Entrevista] Angelico - "Too far to do a thing" until he does

Mensagem por Ribeiro em Dom Dez 24 2017, 18:44

ok, ok, percebo. Realmente foi uma pena essa entrevista com o Jimmy Havoc não ter ido adiante.

Tenta o Jacobs
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Re: [Entrevista] Angelico - "Too far to do a thing" until he does

Mensagem por DiogoAz em Dom Dez 24 2017, 22:21

Excelente trabalho Moore, gostei mesmo muito de ler a entrevista. Foi muito fixe da parte do Angélico revelar-se tão acessível, desde que despontou na LU que foi um gajo que eu sempre apreciei.
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Re: [Entrevista] Angelico - "Too far to do a thing" until he does

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